9.2.07

Ei, esse texto é meu!


Falsários na décima vala do oitavo círculo do Inferno, por Gustave Doré

"Vimos dois pecadores sentados, um de costas para o outro, com os corpos totalmente cobertos de sarnas. Eles se coçavam freneticamente, afundando suas unhas na pele e tentando, em vão, atenuar a coceira que nunca cessava." (Inferno, Canto XXIX - oitavo círculo, vala dos falsários)
Eu acho que muitos de vocês sabem que eu tenho um site sobre Dante Alighieri, onde publiquei uma tradução em prosa (ou adaptação, versão, como quiser chamar) dos dois primeiros livros da Divina Comédia, que eu fiz de 1998 a 2000. O site não tem só as traduções mas também notas, imagens, desenhos, e outros textos que escrevi durante a pesquisa. Apesar de ter iniciado o trabalho sem grandes pretensões, eu o levei a sério, pesquisei em vários livros, traduzi do inglês, do italiano, e revisei várias vezes. Caprichei também no site, na navegação, na estrutura, usando os melhores recursos que havia na época (não mudei nada desde 2000).

Nunca terminei a Divina Comédia, mas nesses sete anos o site atraiu inúmeros visitantes. Recebi centenas de e-mails de estudantes, pesquisadores, produtores de cinema, promotores de eventos culturais, jornalistas, escritores. Pode ser que seja “apenas mais uma” tradução em prosa, mas não é igual às outras. Estudei e procurei ser fiel ao autor, dentro das possibilidades de uma obra em prosa. Enviei para seis editoras. Tive resposta negativa de duas, e as outras nunca responderam. Ano passado disponibilizei em formato PDF online para quem quisesse baixar e imprimir. O Inferno tem em média 1000 downloads por mês, e o Purgatório pouco mais que a metade disso. O site é a principal referência sobre Dante e sua obra em português, e foi a primeira tradução em português publicada a Internet. Digite “Dante” ou "Dante Alighieri" no www.google.com.br e meu site é o segundo link (o primeiro é da Wikipedia, que cita meu site). Digite “Divina Comédia” e é o primeiro link.

Hoje eu apenas mantenho o site no ar. Já pensei em terminar, em rescrever tudo, em fazer o Paraíso. Talvez aconteça, mas não vai ser tão cedo (talvez com um estímulo - tipo uma editora interessada - as coisas mudem). Mas ainda me interesso sobre o que falam do site. Enquanto esperava um vôo atrasado há duas semanas, achei uma edição especial da revista Entre Livros sobre Dante, com artigos biográficos, textos sobre suas obras, influência nas artes, traduções, livros. Logo comprei a revista e passei a folheá-la para procurar alguma referência ao meu site, uma recomendação, quem sabe uma crítica de uma ou duas frases. Nada. Talvez eles não usem a Internet ou o Google; ou talvez minha tradução seja mesmo muito "mundana". Já é ruim o suficiente ser em prosa e não verso como o original. Não ser tradução direta do original e nunca ter sido publicada em papel deve selar a sentença: não é boa o suficiente para uma revista tão séria. Ah, eu não gosto mesmo de textos sérios; são muito chatos. Mas eu não acredito que os autores que escreveram na Entre Livros sobre Dante não tenham pesquisado no meu site. Duvido que não tenham pelo menos passado por lá!

Mas por que será mesmo que eu estou escrevendo este post? Ora, porque eu me enganei! Um dos meus textos está lá nessa revista, publicado, impresso! Tudo bem, está em pedaços, misturado com outras palavras. Oh, até que meus textos não são tão ruins assim!

Hmmm, mas tem algo errado: o meu nome não é... Carlos. Nunca orientei alunos de mestrado e não me recordo de ter dado aulas de literatura na Unicamp. Também não me lembro de ter sido convidado pra escrever uma biografia sobre Dante. E se tivesse, jamais utilizaria este texto que escrevi há sete anos. De 2000 para cá eu aprendi a escrever bem melhor, mergulhei nos universos de inúmeros autores, filósofos, dramaturgos loucos e escritores malditos, viajei para dois outros continentes, descobri o teatro, já passei da "metade do caminho da nossa vida" e descobri meus próprios infernos e purgatórios. Sou outra pessoa. Não escrevo igual. Hoje tenho um distanciamento para escrever sobre Dante que eu não tinha na época. Se hoje eu fosse convidado para escrever uma biografia de Dante Alighieri, eu certamente escreveria um artigo muito melhor, mais bem humorado e bem mais interessante que esse.

Ah, mas não seria publicado. Seria insuficientemente sério. E eu com certeza arancaria fora do artigo a maior parte das datas e outros detalhes irrelevantes.

Não fui mesmo eu quem escreveu. O autor é outro. Tem as credenciais acadêmicas que eu não tenho. Ele é professor da Unicamp: Carlos Eduardo O. Berriel, PhD. Não, não é verdade que ele publicou meu artigo como sendo dele. Ele apenas utilizou quase 80% de minhas palavras e frases para compor 33% do artigo que leva a sua autoria na revista, que não faz nenhuma menção ao meu site. Ele “melhorou” o texto com datas, datas, detalhes, detalhes, palavras mais bonitas! Mudou também a ordem das frases (ah, mas acho que isto não funcionou direito, professor: o senhor acabou misturando dois conflitos e confundindo guelfos negros e brancos com guelfos e guibelinos!)

Eu tinha que me divertir um pouco com isto, mas agora chega de ironias. O post de hoje não é ficção. Eu sou (ou fui, sei lá) um tradutor de Dante, por mais que alguém questione o método, ou a qualidade do que escrevi. Não ter sido publicado em meio impresso é detalhe irrelevante. Eu também sou escritor e pesquisador. Para escrever os prefácios, as biografias, as notas, eu pesquisei em várias fontes (e as citei) e escrevi os textos com minhas próprias palavras, destacando as citações entre aspas ou em blocos anotados. O texto que foi copiado, foi publicado na Internet em 1999 e provavelmente visto mais vezes que o prefácio de uma tradução impressa (o site foi acessado centenas de milhares de vezes desde 2002). Para mim (e para a Lei de Direitos Autorais) copiar da Web é a mesma coisa que copiar de um texto impresso. Além disso, é muito feio copiar coisas dos outros e dizer que são suas (desde pequeno eu aprendi a não fazer isto). E é pecado também: garante um lugar no penúltimo círculo do inferno de Dante, bem perto do diabo.

Ainda não sei o que vou fazer sobre isto. Há sete anos eu pago para manter o site sobre a Divina Comédia no ar para as pessoas terem acesso aos meus textos de graça, e não gostei de ver coisas que eu escrevi publicadas numa revista impressa, paga, sem citar minha autoria. O mínimo que eu espero é que a revista Entre Livros corrija esse erro. E professor Carlos Berriel, independente da explicação que o senhor vai me dar (que o senhor se enganou, que foi outra pessoa que escreveu o texto), o senhor me deve - no mínimo - um pedido de desculpas público.

Eu transcrevi (sem autorização) o texto do professor Carlos Berriel publicado na Entre Livros, e o publiquei uma comparação com os dois textos lado a lado, para quem quiser avaliar as semelhanças. O que vocês acham? Será que eu estou exagerando?

Atualização

Segui as sugestões do Alex e enviei e-mail para a editoria da revista e para a reitoria da Unicamp (se um pesquisador doutor da Unicamp faz pesquisa com cut-and-paste, o que se pode esperar das teses de doutorado dos seus orientandos?). Um comentarista anônimo me sugeriu o Internet Archive, onde pude comprovar a existência do texto pelo menos desde 2004 (mudei de site 3 vezes desde 2000). Não tenho registro na Biblioteca Nacional para esse texto, mas eu enviei cópias impressas para acadêmicos, escritores, cineastas, jornalistas, desde 2000. Não consegui enviar email para o Carlos Berriel ou para qualquer pessoa do IEL (Instituto de Estudos da Linguagem) da Unicamp. O site parece estar fora do ar. Seguem os links.

30 comentários:

Alexandre Inagaki disse...

Helder, se eu fosse você trataria de: a) mandar uma carta para a revista Entre Livros denunciando o plágio; b) acionar um advogado a fim de resguardar seus direitos. A propósito: você chegou a registrar seu texto na Biblioteca Nacional, ou enviar uma cópia de sua tradução para você mesmo, por meio de carta registrada? São dois dos meios legalmente aceitos de se comprovar que você é o autor legítimo de um texto.

Társis indo cortar o cabelo disse...

"O tolo, às vezes, também tem pensamentos inteligentes, mas não chega a perceber" Danny Kaye

- Cheque-mate! O Doutor Carlos plagiou, sim. Bebeu na tua fonte (úi!) e fingiu que não era com ele.

Depois de dar um pega firme nesse tchê, pode começar a pensar no verdadeiro carater da internet como ferramenta de educação e entretenimento. Porque ao mesmo tempo em que temos um monte de titíca escrita na net, temos também escritores e outros "amadores" como você que produzem material excelente, referendado e útil.
Esse papo de menosprezar o que vem da internet é tão absurdo quando só usar a net como consulta.

Enfim.. teu texto é tão bom que.. foi copiado.

Não sei, de repente é coisa de tedar os parabéns :S

Alex disse...

vc está coberto de razão. o que eu faria: ligaria para o superior dele na universidade, para o seu chefe de departamento ou subreitor e lhe convidaria, de modo bem educado e civilizado, pra conferir a página onde vc denuncia o plágio. e também diria que você já tinha sido procurado por algum grande jornal pra dar um depoimento em uma matéria sobre plágio acadêmico na internet, e qual é a posição da revista. aliás, se vc quiser, depois de vc falar com ele, vc me passa o número e eu ligo, daqui mesmo, digo que sou o Alex Castro, da Tribuna da Imprensa, do Rio de Janeiro, que estou escrevendo sobre o caso e se ele tem alguma declaração pra me dar, etc. Aí a gente vê o que acontece.

Abraços,
Alex

Biajoni disse...

ê, mundão véio sem PORTÊRA!
:>)

Helder da Rocha disse...

Obrigado a todos pelo apoio. Estou sem computador e não pude responder antes. Eu comecei a me ocupar dessa questao agora. Comecei pelo post e vou escrever uma carta para o editor da revista e para o autor. Alex e Ina: gostei das sugestoes; vou aceitá-las. Vamos trocar umas idéias por msn.

Anônimo disse...

A princípio, achei que fosse exagero, achei que ele tinha se baseado usando os dados. Mas ao me deparar com parágrafos exatamente iguais, não sei o que dizer.
Conhece o Internet Archive? (www.archive.org) Ele armazena milhões de páginas da rede com data. Pois bem, faça uma visita e veja se a sua url está lá, seria uma prova de que você publicou está página antes e não depois dele. Acho que registrar na biblioteca é apenas uma formalidade hoje em dia.
Começo a desconfiar da forma que esse pilantra conseguiu seus títulos, espero que você o deixe faminto com a ação, por que a reputação dele já era.
Sugiro que todos coloquemos a página que denuncia o plágio no del.icio.us, com a tag plagio, no mínimo a reputação dele vai ser muito abalada com esse caso.

Eduardo Semerjian disse...

Acho que deve sim, buscar seus direitos, Helder.
Plágio é um troço inaceitável.
No mínimo ele deve citar seu nome na pesquisa que fez, se usou seu site, sua tradução.
Abração.
Edu Semerjian

Will disse...

Helder, não deixe de mandar uma carta pra revista !!
Se quiser infernizar ainda mais, procure os endereços no site da universidade e envie emails para os colegas de departamento do sujeito.

Lucia Freitas disse...

Helder,
Não sei nada sobre proteção de direitos autorais. Acredito que Inagaki e Alex já te deram a munição inicial. Estou no apoio. Se precisar fazer "gritaria", comunicar, espalhar, estou às ordens.

Herbert disse...

Estou chocado e indignado... e não é apenas por ser irmão do Helder!

Pois como professor e educador, me entristece ver a atitude de um "respeitado" professor universitário como Carlos Berriel, copiar trechos e assinar sem sequer fazer menção às suas fontes de "pesquisa".

Como professor eu prezo, e exigo dos alunos, originalidade nas idéias próprias além do respeito e humildade dos mesmos em reconhecerem as idéias de outros como sendo merecedoras de serem citadas e mantidas com os seus créditos. Repudio completamente qualquer tentativa de se apoderar das idéias e do trabalho de outros na tentativa de expô-las como sendo suas.

O que aconteceu neste caso, da cópia do trabalho escrito por Helder, não pode ser esquecido ou ignorado! Não podemos aceitar que pessoas ditas "respeitadas" dêem este tipo de exemplo!

Acredito que todos nós podemos fazer algo, independente do que o Helder fará pelos meios legais, e temos que tornar isto público. Estou escrevendo diretamente para a Redação da "Revista Entre Livros", comunicando o plágio e demonstrando o meu repúdio ao ocorrido, além de estar entrando em contato com outros canais de informação relacionados, ou não, que certamente irão repudiar da mesma forma todo o ocorrido.

Sabemos que as questões legais que envolvem a violação dos direitos autorais de uma obra, terão que ser conduzidas por Helder pessoalmente, junto com um advogado, mas é certo que o testemunho de quem conhece o seu trabalho e de, principalmente, quem o reconhece como sendo um trabalho original, irá ajudar e até ser decisivo neste processo.

ricos disse...

e aê? o ph-d-edo-rápido falou algo ou não?

paulo disse...

Uma conhecida comum transmitiu hoje um recado comentando o que acontecia contigo. Vou te dizer uma coisa, vindo de onde vem não me impressiona nem um pouco. Entre os 'selvagens' que conhecemos e os 'marketeiros tacanhos' como os defino tudo virou possível. Seguramente este senhor dirá que usou as mesmas fontes que você. Que se tratam de citações e que portanto a organização do texto é mera coincidência. Pior do que o plágio é que um cara desses obrigado a publicar para justificar seu salário (pago por nós as always)não quer nem ter o trabalho de redigir o texto. Saiba que tenho visto isto já faz alguns anos. São como os trabalhos escolares compilações de trechos da internet. O pior é que sem comentários pessoais. São reorganizações de citações. So para teu conhecimento tem até gente que apresenta falsos títulos em concursos. Portanto nenhuma surpresa meu caro. Tome as medidas cabíveis. Você tem um grupo de pessoas para contar em alto e bom som quem é o sr Helder. Resta para todos nós uma consolação 'a justiça divina'. Como livro de auto-ajuda tenham todos o 'Conde de Monte Cristo' na cabeceira. Cafuné no alto do teu cucuruto! Paulo Goya

Vozes plagiadas na mente do Társis o obrigaram e ele disse...

Não sei se vale, mas ai está o e-mail do PhD plagiador - berriel@iel.unicamp.br

Agora outra coisa me chama a atenção.

É verdade que é fácil plagiar os textos pois estão livres e flutuantes na intenerd, mas ao mesmo tempo, não estava meio que na cara que tu, que é um interessado na obra de Dante, compraria a Entre Livros e veria o texto em que ele "se baseou"?

o_0

Helder da Rocha disse...

Oi Tarsis. Sim. Eu pensei nisso. Eu já conversei com pessoas que acham normal copiar da Internet, mas nenhuma delas tinha experiência em pesquisa. É preciso ser muito ingênuo ou ignorante sobre a Internet para achar que vai conseguir passar despercebido. Talvez tenha sido indireto. Ele pode ter usado um texto de um aluno, que me recortou e colou pela Internet, ou ainda um ghost writer (mas ainda assim a responsabilidade é dele, pois ele assina). Pode ter feito notas durante a pesquisa e ter confundido as notas com texto dele (ainda assim, não citou de onde fez as notas). Ele não é burro. Acho difícil acreditar que ele tenha simplesmente recortado e colado sem pensar. Além disso ele edita uma revista (sobre utopias). Tem uma entrevista com ele aqui

Helder da Rocha disse...

Eu já tenho o email, Tarsis. Tentei enviar no sábado mas voltou, e depois eu percebi que o site o IEL estava fora.

Claudio disse...

Bem, isso é simplesmente ridículo, mas como o ridículo parece que virou a norma. Então não consigo pensar em algo mais ridículo ainda, para ridicularizar o ridículo.

Escrevi no meu blog, sobre isso. Tentei colocar um trackback, mas parece que o blogger não suporta trackbacks.

andre kenji disse...

Processo nele, processo nele. Que comunicação para superior o caramba. Isso é coisa para processo.

Anônimo disse...

Sr. Helder, o sr. acusa o professor de utilizar-se indevidamente de informações de um texto de sua autoria. O sr. tem certeza disto? O seu texto me parece uma compilação de informações encontradas em outras fontes e não possui conclusões originais. O sr. tem certeza de que também não se utiliza de alguma frase de suas fontes genéricas? O texto publicado pelo professor não é um artigo acadêmico e só precisaria citar a fonte caso tivesse se utilizado de idéias originais, algo que não aconteceu. O sr. já viu algum artigo de revista citar uma enciclopédia como fonte? Pense bem antes de espalhar uma notícia falsa. Plágio é uma acusação muito séria e pode render ao sr. um processo por difamação caso não tenha como provar.

Alessandra disse...

Esse Anônimo (ou deveria dizer Doutor Carlos?) aí de cima não deve ter visto a comparação entre os textos. Se visse, pensaria mais antes de falar. Consultar uma fonte de referência livre é absolutamente normal, sim. Mas copiar mais da metade da fonte ipsis literis me parece plágio. Eu se fosse professora jamais admitira tanta "inspiração" no trabalho de um aluno e não vejo em que esse caso é diferente. Não se trata de simples questão de créditos, é apropriação do esforço de outros.

Tuca Hernandes disse...

Helder, com a convicção do plágio uma vez estabelecida, não seria lá má idéia mostrar essa história em várias comunidades do Orkut, como "Unicamp", "Literatura Unicamp", "A Divina Comédia", etc. No mais, é continuar defendendo o seu ponto de vista, pra uma platéia maior ainda. Se, paralelo a isso, puder ter uma assessoria jurídica especializada em direitos autorais, melhor ainda. Vai que o "anônimo" aqui de cima resolve processá-lo mesmo, como aquela história em que o cara invade uma casa, escorrega na sala, quebra a perna, e resolve processar o proprietário pelo piso escorregadio...

Paulo Osrevni disse...

Helder, desculpe não comentar sobre o plágio, que é sempre uma coisa desagradável; pelo visto o assunto já está bem encaminhado e não tenho nada a acrescentar.

Mas como você é especialista em Dante, eu gostaria de saber a sua opinião sobre a tradução em verso publicada pela editora 34 (se você tiver lido, claro). Tenho lá meus questionamentos, mas como não falo italiano, nem sou especialista em Dante, prefiro ouvir a opinião de quem entende da coisa...

Abraço,
Paulo

Paulo disse...

Simplesmente inacreditavel. Professor doutor da Unicamp. Onde vamos parar?

Mariana Cristina disse...

Cada uma....acho que nem mais me surpreendo....
Acho que voce tem que ir atras de seus direitos mesmos, pois isto é um absurdo, ainda mais partindo de quem foi....

Fer disse...

Olá Helder!
Eu fui aluna do professor Berriel aqui na Unicamp e nunca imaginei que um professor considerado especialista nessa área pudesse fazer tal coisa!
Sugiro que vc mande um e-mail para o diretor do IEL, o Alcir Pécora, e peça que ele entre em contato com o professor Berriel. Acho que não vai adiantar vc enviar mensagens ao email acadêmico dele, pois ele raramente o lia.
Nunca mais vi o professor Berriel na Unicamp, talvez ele nem esteja no Brasil, no entanto, não deixe este fato passar em branco e outra pessoa levar os créditos de um material suadamente pesquisado e produzido por vc.
P.S.: o atual site do Iel é www.iel.unicamp.br (lá tem telefones e endereços p/ vc entrar em contato com o pessoal)

Abraços e boa sorte,
Fernanda

Idelber disse...

Helder, só cheguei agora, via Marmota, porque em fevereiro eu ainda não tinha o costume de visitar o seu blog. Eu estou pasmo. Olhei com cuidado a comparação. O trechos sublinhados em azul (especialmente o que começa com "A maior parte do poder...") são a prova definitiva. Eu espero que você não deixe esta história só na denúncia aqui no blog. Eu disse num post recente lá no Rafael Galvão que, com o plágio do moleque que copia um parágrafo para fazer um perfil no Orkut, a melhor coisa a fazer é relaxar. Mas uma coisa destas, feita por um acadêmico, numa revista supostamente séria, não pode ficar por isso mesmo. Aí vai minha solidariedade. Abraço,

Norberto Kawakami disse...

Eu não sei se é plágio ou não, mesmo com a comparação que você apresentou.
Isto depende de como você fez o texto baseado nas suas citações ([Encarta 97], [Larousse 98], [Mauro 98], [Musa 95], [Cambridge]). Como o ônus da prova cabe a quem acusa, proporia a você apresentar os textos destas fontes para deixar patente que não há como produzir textos como o seu a partir destas mesmas fontes.

Diogo Slov disse...

Caro Helder,

Tambem cheguei aqui via Marmota.

Nao sei se eh de ajuda mas a filha do Alcir Pecora eh amiga minha.

Tomei a liberdade de deixar um comentario com o link deste post no blog dela.

Vamos ver que rumo isso toma, nao eh?

[]s, D.

Paloma Stella disse...

Bem, estava navegando sobre artigos, e encontrei o seu.
E acho ainda que deverias ir além de tudo isso. Os direitos autorais são poucos, e acho que deveriam ter uma boa punição quanto a isso.
Uma falta de dignidade fora do comum em fazer cópias e publicar como se fossem de sua autoria.

Abraços, espero sinceramente que isso se resolva, e tenha o devido merecimento.

Anônimo disse...

Amigo, nao sei c vc vai ler este comentario, mas te peço. Termine a obra, pois, o tempo pede pra q vc termine esse trabalho. Os tempos sao outros desde que vc começou, mas esta na hora de terminar. As pessoas precisam ler o fim deste trabalho. É um trabalho duro mas faça em compaixão pelo seu país.

Anônimo disse...

Espeço sinceramente que vc termine.

D 1 fan, amigo e irmao.