30.1.07

Naughty McNaught mostra o rabo

Meu computador está passando por uns graves problemas de saúde e eu estou toda semana em uma cidade diferente. Isto tomou meu tempo e não consegui terminar o segundo post que eu escreveria sobre cometas. Vou deixar para falar deles em outra ocasião, mas para fechar o assunto, uma galeria de fotos da passagem do surpreendente McNaught.

O sudeste estava coberto de nuvens. Belíssimas nuvens. Nada de cometa. Somente nuvens formando quadros abstratos com a Lua.


Dia 20, na Praça do Por do Sol (São Paulo). Neste dia houve uma conjunção de Vênus com a Lua.

Por sorte, viajei para o sul e finalmente (depois de umas sete tentativas frustradas no Rio e em São Paulo), consegui fotografá-lo em Caxias do Sul.


Dia 22, em Caxias do Sul

Foi o melhor que eu consegui, apesar da névoa, das luzes da e da minha máquina com míseros dois segundos de exposição.

Mas minha foto não é nada diante das imagens abaixo.


Dia 18, na Austrália


Dia 20, em Porto Alegre, por Sandro Eboni

McNaught apareceu sem avisar, e já se foi. Volta, dizem, em cem milênios. Mas antes haverá outros. Sempre existe a possibilidade de um cometa nos surpreender a qualquer momento, passar raspando pela Terra e causar um belo espetáculo.

Mas não foi só o cometa que me supreendeu em Caxias do Sul. No dia em que voltaria para São Paulo, uma chuva repentina impediu que o avião pousasse, e tive que esperar por um ônibus no aeroporto que nos levaria para Porto Alegre. Então, fui até a banca de revista, abri uma conhecida revista de literatura e tive um susto. Vou contar essa história no próximo post, que vai causar uma tempestade.

2 comentários:

francesca da rimini disse...

Apareceu sem avisar, pintou quatros abstratos no meu céu nublado mas quando amanheceu não estava mais. Já se foi. Partiu em silencio sem chuva nem tempestade. Não volta nunca mais, não é? Cem milênios é muito; não posso esperar. Melhoras para teu computador, e tenhas cuidado com as tempestades; o vento gelado pode te ferir.

Vozes murchas na mente do Társis o obrigaram e ele disse...

Não posso deixar de pensar nesse cometa como se ele representasse a própria vida. Chegar sem avisar, mudar tudo e ir embora. Algumas pessoas são assim.

No fundo é só o que somos. Um halo de luz que passa no universo.

Abraço