3.11.06

Satyrianas



Ontem começaram as Satyrianas – o evento anual promovido pelo teatro dos Satyros. O evento geralmente na semana que dá início à primavera, mas este ano, a prefeitura não autorizou o evento - que dura 78 horas ininterruptas - e ele acabou não acontecendo em setembro.

Participam do evento os dois espaços dos Satyros, o espaço dos Parlapatões, o Next, a Compania do Feijão, o Teatro Fábrica São Paulo e a Biblioteca Mário de Andrade. Há uma vasta programação cultural que envolve 46 espetáculos teatrais, saraus poéticos e literários, shows, intervenções teatrais, oficinas, teatro de rua, uma peça de 78 horas de duração (o Uroborus), um festival de curtas e outras coisas que não lembro agora.

A abertura aconteceu no teatro dos Parlapatões na praça Roosevelt, onde o Mário Bortolotto cantou umas músicas e depois iniciou, com a atriz Helena Ignez, o Uroborus.

É a segunda vez que acontece o Uroborus nas Satyrianas. Eu participei dele no ano passado e escrevi um post. O esquema é o mesmo: 78 duplas revezam-se e interpretam o mesmo texto, inventam, criam, e fazem qualquer coisa para que a peça não pare e que continue interessante. Este ano vou participar e entrarei em cena às 7 horas da manhã de sábado (amanhã, eu creio – eu estou meio desorientado). O texto é outro (chama-se Ai de Mim, e agora, neste momento, ai de mim, não lembro do nome do autor – depois eu atualizo isto). Recebi o texto ontem, é enorme, não sei o que vai ser dele, mas prometo que farei o melhor teatro para os corajosos que por acaso aparecerem na platéia.

As Satyrianas é uma ótima oportunidade para quem ficou em São Paulo no feriado e sabiamente evitou os aeroportos e as estradas. As peças custam o valor que você quiser pagar. E são ótimas peças que geralmente custam de 15 a 35 reais. A qualquer hora do dia, da noite ou da madrugada acontece alguma coisa. É um programa ótimo para os insones. A programação está disponível no site dos Satyros.

Do Núcleo Experimental dos Satyros haverá duas peças. Chico em Obras (sábado, 16 horas), produzido pelos oficineiros dos Satyros de 2005, é uma peça inspirada nas músicas e peças de Chico Buarque. A apresentação nas Satyrianas é única pois a peça saiu de cartaz no ano passado. Vestir o Corpo de Espinhos (domingo, 17 horas) foi produzida pelo Núcleo no ano passado e representou o Brasil no festival Play-off/06 na Alemanha. Voltou neste segundo semestre com novo elenco. Eu participei da criação do texto da peça, fiz objetos usados em cena e compus a trilha sonora original. Nesta temporada participo tocando acordeón e piano. Excepcionalmente nas Satyrianas eu estarei também atuando como um personagem cego.

Há mais sobre as Satyrianas no site dos Satyros, no blog do Ivam Cabral e no portal de teatro do UOL (que ainda não foi inaugurado oficialmente, mas que já tem conteúdo).

Um comentário:

Trakinas disse...

Programa para insones... ando insone, mas creio que o preenchimento para estas minhas delicadas horas não seja o teatro, pelo menos não neste momento...