
Ela era uma menina brilhante, e ele apenas um cara qualquer, um sonhador. Eles representavam seus papéis na vida, como todo mundo. Mas um dia ela descobriu sua ilha de tesouros e o viu com outros olhos. E alguns dias depois ele se encontrou nos olhos dela. No início nada foi dito e nada foi realizado. Eles apenas falavam suas próprias línguas e entendiam tudo. No princípio foram levados pelo vento, leves, brilhando. Como sementes de dente-de-leão deixaram-se levar, sem saber onde iriam se encontrar, ou se iam mesmo pousar em algum lugar.
– O que você acha de tudo isto? – ela perguntou, um dia.
– Eu não sei – respondeu ele – Eu não penso nisso, eu só deixo levar.
Ela era uma menina esperta, e ele apenas um sonhador qualquer, apaixonado. Eles representavam seus papéis na vida, para todo mundo. Mas um dia ela descobriu outra ilha de tesouros e o viu com outros olhos. E alguns dias depois ele não mais se encontrou nos olhos dela. No final nada foi dito e tudo foi realizado. Eles apenas falavam suas próprias línguas e entendiam nada. No final foram separados pelo vento, bruscos, sangrando. Como sementes de dente-de-leão deixaram-se afastar, sem saber por que nunca se acharam, ou se queriam ir mesmo pousar em algum lugar.
– O que você acha de tudo isto? – ele perguntou, um dia.
– Eu não sei – respondeu ela – Não pense mais nisso; só deixe que eu vá.
(Adaptada de versão original em inglês)






4 comentários:
Acho que todos nós passamos por isso, um dia. A defasagem de idéias. A separação e o desejo de "ir"...
Lindo, Helder!
Beijos
Singelo e doído, do jeito mais bonito que tem de doer.
Um beijo.
Entro-me de finihno...
Ai que digo o mesmo que a Ligia, o que mais dói, é o que menos pesa...
=)
Lindo...de doer.
procurei uma imagem que trouxesse ao momento em que me consumo e esta imagem me trouxe até aqui, onde agora sou, mais que antes.
muito bom seu blog.
narjara oliveira
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