1.6.06

A pedra de Ingá


Pedra de Ingá, originally uploaded by Helder da Rocha.

Os símbolos esquisitos que ilustram este blog e meu site não são invenções minhas. Estão escritas há pelo menos uns 500 anos (dizem que mais de 1000) em um monolito localizado no município de Ingá, na Paraíba. Não sei o que está escrito nem quem escreveu. Alguém sabe?

8 comentários:

patricia melo disse...

Bem..essa foto que esta no seu blog, são simbolos de povos antigos, possivelmente os fenicios...segundo estudos se cogita a possibilidade de povos fenicios terem passado nquela região e deixado algo para marcar.
Não se sabe o q esta escrito mas tem o significado de alguns simbolos..por exemplo: a sequencia de circulos pequeno pode ser o calendario deles....o simbolo q parece um corpo, é representação de uma mulher gravida.....acho q se referem tb em algum simbolo ao sexo feminino, ao foguete..mas isso fica dificil de te explicar pq vc precisaria estar perto praaa q eu pudesse mostrar os simbolos....
um abraço
patricia

Helder da Rocha disse...

Podem ter sido os fenícios. Mas podem também ter sido os cariris, não? Há outra pedra dessas no Piauí e lá as marcas têm pouco mais de mil anos. São muito parecidas. Há também pinturas nas pedras que têm desenhos similares. O problema é que não sobrou um cariri vivo para contar a história.

Anônimo disse...

eu tambem acredito q sejam escritos dos fenicios seus signifikdos sao ainda um tabu mas é o tipo de asunto q eu em particular quero me aprofundar por isto curso história stouno segundo periodo

giuliane disse...

olha meu nome e giulyane tenho 14 anos e meu professor passou um trabalho sobre a pedra do ingá
tava pesquisando e achei seu blog muito interessante suas ipotesses
tbm acho q foram povos pre historicos q viveram naquela região
mas meu professor defende a tese de ter sido estrs terrestres eu num acredito muito mas ele dise q la na pedra tem em milimetros a constelaçao de orinos e hj precisamos de um bom telescopio para vermos essa constelaçao entao qm podera ter feito isso tao bem
meu professor tbm disse q se olharmos de longe a pedra(naum se vc foi )
mas parece um lagarto deitado vou continuar pesquisando e reponda o q vc acha do meu ponto de vista

Anônimo disse...

O prognóstico mais recente sobre as famosas inscrições de Ingá é do escritor Vanderley de Brito, historiador e presidente da Sociedade Paraibana de Arqueologia, que há quase uma década estuda os sinais rupestres incisos no rochedo do sítio Pedra Lavrada. Para o historiador a pedra com inscrições do riacho Ingá do Bacamarte seria uma praça templar pré-histórica e as suas inscrições representariam um possível código xamânico, usado pelos primitivos pajés, talvez com o estado de consciência alterado por alucinógenos, para práticas rituais apoiadas em uma mitologia que divinizava os fenômenos do mundo físico. Vanderley acredita que os sinais da Pedra do Ingá representam signos votivos para recitação de hinos evocativos às forças da natureza, onde se entoava cânticos mágicos, em coro uníssono, num sistema onde não se lia o texto, apenas associava cada figura com uma estrofe de uma oração, prerrogativa de iniciados na arte da magia.
Segundo o estudioso, toda magia tradicional decorre do canto e a música está relacionada aos sons e ritmos da natureza, assim como se identifica com festas, mitos, dança e êxtase.
As observações de Vanderley se baseiam na afirmativa de que toda magia tradicional decorre do canto e, na Pedra do Ingá, os símbolos se apresentam em configuração modular, como que representando uma harmonia. O canto, segundo o pesquisador, pode corresponder a recitações relacionadas à genealogia, à honra de divindades, aos heróis do passado ou a fórmulas mágicas de sortilégios. Visando à multiplicação das plantas, das águas, dos animais, dos homens e a fertilidade dos campos. Os registros incisos na Pedra do Ingá podem representar possíveis códigos melódicos de cânticos recitativos que, possivelmente, foram elaborados por uma classe sacerdotal de conhecedores da tradição, e sulcados na face do rochedo com instrumentos de pedra pelos mesmos ou, talvez, por discípulos orientados pelos mestres. Para que futuras gerações de sacerdotes pudessem reviver a tradição e praticar sortilégios em benefício tribal.
Vanderley explica que, segundo o folclorista Câmara Cascudo, um grupo indígena norte-americano ainda vivente, os Cocopa, guarda e pratica um canto mágico que acreditam poder fazer parar as enchentes do rio Colorado. Assim como entre os indígenas, o cântico mágico ainda hoje é muito presente também entre os aborígines sul-americanos, em seus rituais e recitais da tradição. Com rituais melódicos marcados pelos maracás e a cadência tônica dos pisados com os pés e esta tradição remonta tempos imemoriais. Prova disso nos dá o jesuíta Fernão Cardim, quando no ano de 1584 registra que os indígenas da Bahia dançavam em grandes rodas cantando sob a marcação rítmica do maracá.
Vanderley também alude à notória reminiscência musical indígena nas tradicionais rezas e orações melódicas de encantamentos (que persistem entre os sertanejos nordestinos) e o aboio do vaqueiro, de refrão triste, monótono e palavras desconhecidas. Até mesmo o linguajar da população rural, com palavras bem peculiares e uma cadência ritmada e métrica, que dá uma graciosa musicalidade ao falar do povo, pode ser uma evocação espontânea e involuntária do âmago cultural nativo. Outra curiosidade que o historiador ressalta como indicativo de que nossos antepassados indígenas utilizavam o canto em seus recitais da tradição seria os sermões jesuíticos, um gênero retórico baseado em técnicas mnemônicas de memorização muito especializado e sistemático. Vanderley afirma que os jesuítas criavam os sermões para melhor convencer os indígenas para evangelização e, para tanto, desenvolviam suas retóricas com temas reconhecíveis dos indígenas, cuidados com a elocução, impostação da voz, gestualidade, expressões corporais e outros artifícios muito complexos que, na tentativa de melhor seduzir os índios para o catolicismo, os sermões quisessem reproduzir uma adaptação dos ritos musicais que viam ocorrer entre os nativos.
Na Pedra do Ingá, alguns pesquisadores conseguiram perceber uma multiplicidade numérica nos registros e pontos capsulares, o estudioso Balduíno Lélis é quem mais ardentemente defende a teoria de que a Pedra registra uma multiplicidade de três. Essa contagem regulada, segundo Vanderley, de fato existe e pode representar uma métrica de ritmo, articulando a melodia ao compasso, para o texto ser solfejado. Onde cada figura teria seus sons-referência.
As observações semiológicas de Vanderley de Brito sobre este intrigante monumento pictográfico da Paraíba estão registradas em seu livro “A Pedra do Ingá: itacoatiaras na Paraíba”, lançado no início do ano passado pela editora JRC, já esgotado com a crescente demanda, cuja segunda edição, em versão revisada e atualizada, já está disponível para os interessados nas livrarias.
No entanto, Vanderley adverte que sua suposição está apoiada em estudos etnográficos e concepções sensoriais e, portanto, é especulativa e passível de argüições. Pois só pretende abrir uma nova perspectiva de reflexões sobre a Itacoatiara no universo ameríndio porque, no geral, o propósito de seu livro não é decifrar o suposto código gravado na Pedra do Ingá nem estabelecer diretrizes próprias para sua origem e significado, mas apenas elevá-la a um plano sóbrio e acadêmico de estudo no viés estruturalista, filiando a Pedra do Bacamarte num contexto sociocultural nativo, relacionando-a as demais itacoatiaras que se observa em todo o território paraibano para desmistificar o isolamento estigmatizado que se patente nos diversos trabalhos escritos sobre estas inscrições, que a considera um elemento alienígena em terras paraibanas.
Como o autor enfatiza: “Esperamos que essa contribuição básica, ora patente, funcione como habeas pedra para libertar a Itacoatiara do Ingá do estigma sensacionalista e, assim, provocar o interesse de cientistas de diversos campos para um estudo acurado e dirigido nas perspectivas tangíveis de trabalhar esse fenômeno dentro de um contexto sociocultural de subsistência tribal”.

Anônimo disse...

essa e uma cidade muito boa nos visitamos essa eu sou de sao jose de caiana pb

Leonardo Chaves disse...

Hititas, Fenícios, Extraterrestres. Eles não têm nada a ver com isso. Todas essas inscrições forma feitas por protoíndios dos quais descenderam os caetés, por que os Cariris foram introduzidos por assentamentos portugueses, já na época da colonização. Concordo com a linha de estudo de Wanderley de Britto. Acho que a solução desse enigma, se é que um dia vai ser decifrado, está na nossa terra mesmo, não está no oriente, muito menos em outros planetas.

Leonardo Chaves disse...

Hititas, Fenícios, Extraterrestres. Eles não têm nada a ver com isso. Todas essas inscrições forma feitas por protoíndios dos quais descenderam os caetés, por que os Cariris foram introduzidos por assentamentos portugueses, já na época da colonização. Concordo com a linha de estudo de Wanderley de Britto. Acho que a solução desse enigma, se é que um dia vai ser decifrado, está na nossa terra mesmo, não está no oriente, muito menos em outros planetas.